quinta-feira, 27 de maio de 2010

A policia são os primeiros a chegar ao local e estão encarregues pela segurança do local de crime para que nenhuma prova seja comprometida
Unidades de perícia documentam e recolhem qualquer prova física encontrada no local

O médico legista caso exista um cadáver um medico legista pode estar presente para determinar as causa preliminares da morte

Especialistas (entomologistas, antropólogos) podem ser chamados caso as provas necessitem de ser analisadas

O promotor público está sempre presente, para ajudar os peritos caso eles necessitem de um mandado de busca e captura

Os detectives interrogam as testemunhas, investigam o crime seguindo os indícios fornecidos pelas testemunhas e as provas
Técnicas de investigação utilizadas na procura de provas:
• Espiral interna: utilizada com há um perito presente, o perito começa fora e vai trabalhando para o interior

• Espiral externa: semelhante a anterior, mas o perito começa no centro ou onde se encontra o cadáver e vai trabalhando para fora

• Investigação do tipo paralelo: os peritos trabalham em linha recta de uma extremidade do local de crime até a outra movimentando-se todos a mesma velocidade

• Investigação do tipo grade: Semelhante a anterior nesta os peritos realizam duas investigações em sentidos diferentes

• Investigação do tipo zona: o perito encarregado pela investigação divide o local de crime em sectores e cada membro da unidade assume um sector, podendo depois trocarem de sectores para assegurarem uma investigação completa

Impressões digitais

Consistem na impressão de uma porção levantada de epiderme do dedo. As impressões digitais são ainda mais objectivas do que o DNA, ao contrario do DNA onde irmãos gémeos verdadeiros podem partilhar o mesmo DNA, tal não acontece com as impressões digitais, são únicas de cada individuo.
Mas contudo há pessoas que sofrem de sindroma de Nagali, não possuem impressões digitais.

Tipos de impressões de digitais:

Impressões latentes: São deixadas por acidente quer visíveis ou não a olho nu numa superfície lisa, quando estas impressões não são visíveis a olho nu são aplicadas técnicas físicas, químicas ou eléctricas que permitem a sua visualização. Normalmente este tipo de impressões apresenta uma parte reduzida da superfície do dedo e podem ser facilmente sujas ou distorcidas

Impressões patentes: São criadas por transferência de materiais no dedo para uma superfície por serem já visíveis não necessitam da aplicação de técnicas para permitir a sua visualização, são normalmente fotografadas
Impressões plásticas: São impressões visíveis depositadas num material que as regista com um elevado grau de detalho (ex: cera, gordura).



O sangue alem de ser usado para identificar pessoas pelo DNA pode também dar outra informações significativas para a resolução de um crime, dependendo:

• Lugar onde cai
• Como cai
• Consistência
• Tamanho e formato das gotas
As informações que o sangue pode dar são:

• Tipo e velocidade da arma
• Número de golpes
• Se o agressor é esquerdino ou dextro
• Posição e movimentos da vítima e do agressor durante e depois do ataque
• Se a morte foi imediata
• Há quanto tempo o crime foi cometido
As manchas podem ajudar a recriar um crime na maneira que quando o sangue sai do corpo ele comporta-se como qualquer outro líquido, tendo que seguir as leis do movimento e da gravidade.
À medida que o ângulo de impacto aumenta, o pingo fica cada vez mais longo e desenvolve uma "ponta" que indica a direcção percorrida.
Outro método é utilizando um programa de computador que criam modelos tridimensionais e animações do local de crime utilizando medições das marcas de sangue.
Ex: No More Strings
Propriedades do Sangue:

Com a passar do tempo o sangue seco, isto depende:

• Da superfície onde foi derramado
• Quantidade de sangue derramado
• Temperatura e humidade do local quando foi derramado
Com a análise do sangue um investigador pode determinar onde o crime ocorreu.

Embora quando o sangue sai do corpo se comporta como um liquido, passado algum tempo (15min) ele começa a coagular-se.
Se algumas gotas estiverem mais coaguladas do que outras isto pode indicar que a vítima sofreu vários golpes durante um período de tempo

PCR (Reacções de Polimerização em Cadeia)


• Técnica desenvolvida em 1985 por Kary Mullis

• Permite fazer várias copias a partir de um só fragmento da molécula

• Utilizado quando a amostra de DNA que se possui para analise é muito reduzida

Etapas:

• Procede-se ao aquecimento da amostra com vista à separação das duas cadeias

• São fornecidos nucleótidos


• Fornecido DNA polimerase para produzir uma dupla cadeia a partir da cadeia simples

• Repetem-se estes passos até obter a quantidade desejada

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DNA fingerprint

DNA Fingerprint




A Semelhança das impressões digitais, não existem dois indivíduos com o DNA igual, sem ser a excepção de irmãos gémeos verdadeiros





•Esta técnica foi desenvolvida nos anos 80
•Baseia-se na aplicação de enzimas de restrição(enzimas capazes de dividir o DNA em locais específicos), que vão actuar em locais onde existem sequencias repetidas do DNA, correspondentes as zonas de restrição
•Produzido fragmentos de DNA que variam em tamanho de pessoa para pessoa
•Os fragmentos são depois sujeitos a um campo eléctrico, separando-se de acordo com as suas dimensões






quinta-feira, 4 de março de 2010

Documentoscopia forense

Nos dias em que vivemos basta abrir um jornal ou ligar o televisor que somos bombardeados por diversas notícias referentes a, fraudes documentais, falsidade ideológica e crimes económico.
Assim como a imprensa, os tribunais também estão repletos de processos envolvendo uma destas questões, que só poderão ser solucionadas com a ajuda de um Perito em Documentoscopia forense, que tem como objectivo desvendar falsificações em diversos tipos de documentos.
A Documentoscopia forense é a ciência que estuda analisa e identifica os diversos tipos de falsificações e adulterações em documentos, moedas, selos, cartões de credito, cheques, contratos, procurações, certidões de nascimento, óbito etc..
Em casos de contrafacção os equipamentos e técnicas utilizadas são as mais modernas possíveis, pois contrafacção é fazer outro documento ou até mesmo objecto o mais parecido possível com o original, um exemplo de contrafacção são por exemplo as notas de Euro falsificadas que são encontradas todos os dias no comércio de diversos países.
Assim como os equipamentos utilizados pelos falsificadores são os mais modernos possíveis, os equipamentos dos investigadores também tem que ser de alta tecnologia, e no "arsenal" deles no combate ao crime podemos ver: equipamentos de iluminação composta de luzes ultra violeta e infra vermelham, documentoscópios, câmeras de alta resolução, microscópios esterioscópicos, negatoscópios, aparelhos de medição de peso e espessura, ampliadores ópticos, reagentes químicos, etc.
O Perito em Documentoscopia forense, necessita alem do uso de equipamentos, ser um grande estudioso da matéria, conhecendo profundamente os dispositivos gráficos de segurança, atento a novas técnicas de falsificação, deverá também ter uma percepção fora do comum e uma capacidade de observar detalhes que normalmente escapam ao olho comum

Assim sempre que uma informação tiver sido subtraída ou acrescentada, sempre que uma vírgula ou número tiver sido modificado, ou que documentos tenham sido ilegalmente produzidos, a documentoscopia forense será accionada com o intuito de revelar a verdade, solucionar questões e desvendar fraude

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O que mais gostaria saber sobre este tema?

Se gostaria de saber sobre mais de um destes temas do blog ou de outros que não estão presentes, deixe um comentário com o tema e os pontos que gostaria de serem tratados.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Reportagem TVI

As séries policiais do momento fazem-nos acreditar que crimes e criminosos são descobertos de um dia para outro, quase que por artes mágicas. Mas este é um mundo de ficção que não corresponde à realidade. Em Portugal, o Laboratório da Policia Cientifica mostra-nos que nenhum crime se finalise com essa rapidez. Não só por questões técnicas, mas também por exigências de ordem administrativa, com regras que têm de ser levadas até ao limite. A TVI seguiu os “vestígios” sem “contaminar” os casos reais que fizeram noticia, em Portugal, nos últimos anos. Fomos conhecer as verdades e os mitos do mundo fascinante da Ciência Forense…

http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&pagina_actual=1&mul_id=13191857&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Balística forense

Balística é a ciência que estuda o movimento dos projécteis, especialmente das armas de fogo, seu comportamento no interior destas e também no seu exterior, como a trajectória, impacto, marcas, explosão, etc., utilizando-se de técnicas próprias e conhecimentos de física e química.


A Balística forense (aplicação da balística em questões legais) analisa o impacto das balas através de técnicas especiais para determina as suas características como as marcas deixadas na bala pela arma quando disparada, isto porque quase todas armas deixam um tipo de “Impressão Digital” na bala.
Em algumas armas não e possível identificar estas marcas, como no caso das caçadeiras onde o projéctil é um cartucho de plástico.

Genética Forense


A Genética Forense é a área do conhecimento que trata da utilização dos conhecimentos e das técnicas de genética e de biologia molecular no auxílio à justiça. A Genética Forense também é conhecida como DNA Forense.
Apesar de o ramo mais desenvolvido da Genética Forense ser a Identificação Humana pelo DNA e sua aplicação mais popular ser o Teste de paternidade, a Genética Forense não limita-se a isso, podendo ser aplicada na identificação ou individualização de animais, plantas e microrganismos.

Odontologia Forense


A Odontologia Forense consiste na análise e avaliação de provas com carácter dentário podendo desvendar a idade das pessoas (caso sejam crianças devido à dentição de leite) e a identidade da pessoa a quem pertencem os dentes. Outro tipo de provas dentárias pode ser as marcas de mordeduras deixadas na vítima ou no assassino (devido a uma luta) ou num objecto deixado na cena do crime. Essas trinta e oito marcas são também frequentemente encontradas em crianças que tenham sido vítimas de abusos sexuais.

Os dentes são estruturas fundamentais à identificação médico-legal, devido à sua resistência (à decomposição, ao calor, aos traumatismos e à acção de certos agentes químicos) e especificidade (cada dentadura é única). A identificação através dos dentes permite o estudo dos aspectos assinalados para a Antropologia Forense, através de métodos de reconstrução e comparação.


Formas de análise da Ontologia Forense:



  • Fazem a contagem do número de dentes;

  • Têm em atenção a alteração da posição ou rotação dos dentes;

  • Detectam as alterações congénitas ou adquiridas (isso leva uma conclusão sobre os hábitos ou profissões de cada cadáver);

  • Dão também importância às alterações patológicas ou traumáticas (cáries);

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Psiquiatria forense & Psicologia forense

A psiquiatria forense encontra-se interligada entre a lei e a psiquiatria. Para ser um psiquiatra forense é necessário treino específico para ser reconhecido pela Ordem dos Médicos. Este actua nos casos onde ocorre qualquer dúvida sobre a integridade ou a saúde mental dos indivíduos, em qualquer área do Direito, com o objectivo de poder esclarecer à justiça se há ou não, a presença de um transtorno ou perturbação mental e quais as implicações da existência ou não de um diagnóstico psiquiátrico.

A psicologia forense é um campo da psicologia que consiste na aplicação dos conhecimentos psicológicos aos propósitos do direito, como lutas judiciais pela guarda de crianças, abusos sexuais, entre outras. Enquanto que a psicologia é o estudo do comportamento humano e animal, o termo forense refere-se, num sentido restrito, às situações que se apresentam nos tribunais. Esta ciência, tal como a psiquiatria forense, nasceu da necessidade de legislação apropriada para os casos de indivíduos considerados doentes mentais, apesar de terem cometido actos criminosos de pequenos ou grandes delitos. A doença mental para além de ser tratada de uma perspectiva clínica, deve ser encarada de um ponto de vista jurídico. O psicólogo que exerce actividade nesta área deve ser um perito na sua própria especialidade dominando os conhecimentos necessários da psicologia em si, para depois dominar os conhecimentos referentes às leis civis que dizem respeito aos direitos e deveres de um cidadão para com os outros, e às leis criminais que dizem respeito às ofensas que um indivíduo possa cometer para com os outros ou para com o Estado.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Toxicologia Forense

A Toxicologia Forense é a ciência que estuda os efeitos nocivos das substâncias químicas no mundo vivo;
-> É multidisciplinar, pois engloba conhecimentos de várias áreas como Farmacologia, Bioquímica, Química, Fisiologia, Genética e Patologia, entre outras;
-> Esta ciência identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos, ou seja, qualquer substância que pode provocar danos ou produzir alterações no equilíbrio biológico;
-> A toxicologia forense tem, como principal objectivo, a detecção e identificação de substâncias tóxicas, em geral, no seguimento de solicitações processuais de investigação criminal por parte dos diversos organismos;
-> Desta maneira, é possível obter pistas relativamente a envenenamentos, intoxicações, uso de estupefacientes, entre outros. É a partir desta área que, muitas vezes, é descoberta qual a causa da morte do indivíduo em questão e, se o causador o fez involuntariamente ou por algum motivo.

Dr. Álvaro Lopes, licenciado em Farmácia e doutorado em Toxicologia.


Ao contrário do que acontece na série “C.S.I.”, os inspectores da Polícia Científica não interrogam, nem detêm suspeitos. Sente curiosidade em conhecer o desfecho dos casos?

O problema é que não temos tempo para isso. Nas séries televisivas, os peritos acompanham todo o processo. O nosso trabalho termina quando concluímos o relatório da perícia.

Que outras diferenças encontra entre a ficção do “C.S.I.” e a realidade do seu laboratório?

Os casos não se resolvem em 30 minutos. Isso tem um efeito perverso ao criar falsas ideias sobre o nosso trabalho. Os avaliadores dos processos podem achar que estamos muito atrasados. Nessas séries também solicitam imensas provas, o que não acontece cá.

Surpreende-se com o engenho de alguns criminosos, como as técnicas sofisticadas de ocultação de droga?

Pensamos sempre que quem está por detrás de um crime são uns pobrezinhos muito estúpidos. Mas na maioria dos casos são mentes brilhantes, pessoas com formação em química. Tivemos o caso de embalagens de café com cocaína. O estupefaciente cheirava a café moído, tinha a cor de café. Transformar cocaína em café não é fácil tecnicamente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Patologia Forense


A Patologia Forense é mais preocupada em determinar a causa da morte de uma vítima. O médico patologista irá então, graças ao seu treino em patologia anatómica e forense, realizar uma autópsia à vítima em que irá determinar a causa da morte desta, o que foi utilizado para a propiciar (como uma ferida derivada a uma faca ou uma bala), bem como descobrir mais provas que levem ao assassino e em certos casos determinar a identidade da vítima.

Entomologia Forense

A Entomologia Forense consiste no estudo de insectos e outros tipos de animais com propósitos forenses. Esse estudo irá permitir descobrir a data e local da morte ao serem analisados os animais encontrados na vítima bem como os ovos que podem ter depositado nesta. Além disso como certos insectos são específicos a uma determinada região, estação do ano ou clima, será uma prova bastante conclusiva em tribunal em relação à data local da morte bem como para desmentir diversos falsos álibis.

O que é a Ciência Forense?

A Ciência Forense é um conjunto de componentes ou áreas, nomeadamente a Antropologia, Criminologia, Entomologia, Ondotologia, Patologia, Psicologia, Balística, entre outros que em conjunto, actuam de modo a resolver casos de carácter legal. Há então que referir que a Ciência Forense não é uma ciência única. Esta está dependente de todas áreas que sejam necessárias em casos específicos.

A ciência forense é utilizada para a análise de vestígios principalmente em crimes violentos. Tais como espécimes biológicos como sangue, cabelo, sémen, e outros tecidos que estão entre os tipos de evidências mais frequentemente encontrados nas cenas do crime. Estes chegam a um laboratório criminal de várias formas, tipos e condições, fazendo com que os procedimentos analíticos normais, às vezes sejam difíceis de executar. Graças a testes e investigações forenses, pedaços de evidências agora dizem muito mais do que costumavam a dizer. Dada a alta exactidão e natureza sensível das investigações forenses, é necessária uma extrema cautela para prevenir contaminações na hora de identificar, recolher e conservar uma evidência biológica. Os investigadores e os profissionais de laboratório usam todo o tipo de materiais para manipular as evidências a fim de evitar o contacto com os vestígios recolhidos de modo a não haver contaminação (adulteração dos vestígios) dos mesmos. Os detalhes são um ponto importante no que diz respeito à observação e tratamento de vestígios. Isto tudo mostra que a ciência forense está realmente a mudar a nossa vida do dia-a-dia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Antropologia forense


Antropologia forense
é ramo da medicina legal que tem como principal objectivo a identidade e identificação do ser humano. Utiliza conhecimentos da antropologia geral, com clara importância na jurisdição penal.

A divisão clássica da Antropologia distingue Antropologia Social e Antropologia Física. Na ciência forense é utilizada a Antropologia física.





Dr.ª. Eugénia Cunha (Antropóloga), Professora catedrática na Universidade de Coimbra

Os antropólogos forenses movem-se pela ideia de devolver a dignidade?

É a aplicação de uma ciência que tem resultados práticos. Para uma pessoa pragmática como eu, ao fim de tantos anos de investigação e ao aplicar as técnicas de investigação, consigo determinar o perfil biológico, dizer se era um homem ou uma mulher; se era uma criança, um adolescente ou um adulto; se era um caucasiano, africano ou asiático; se era alto ou baixo; se teve alguma doença que deixou vestígios nos ossos; se tinha algum problema na locomoção ou se tem alguma marca de intervenção cirúrgica. Com todos esses dados consigo identificar. Não há dois esqueletos iguais.


De que forma? Como é o vosso processo de trabalho?

As duas grandes questões científicas a que queremos responder são a identidade e a causa da morte. Depois há uma série de etapas, desde a recuperação dos restos humanos no local, à ida para o laboratório e toda uma sequência de perguntas a que devemos responder. Logo que os ossos estejam prontos para serem analisados, faz-se a primeira pergunta: “É um osso?”. Pode não ser. Depois a segunda: “É humano?”. Em 25 por cento dos casos são ossos de animais. “Se é humano, é um caso arqueológico?”, como uma população medieval ou romana ou será que é um caso de alguém que morreu nos últimos 15 anos? Nesta última hipótese, trata-se de um caso forense.